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Diferente do que muitos acreditam, montar um consultório não é tarefa fácil. Ter um ambiente próprio de trabalho requer estudos, planejamento e muito suor.

Confira a seguir as principais decisões que precisam ser levadas em conta quando o assunto é montar um consultório médico.

1.Escolha do local

Um consultório médico requer uma estrutura física simples: Sala de espera com recepção, salas de atendimento, banheiros e em alguns casos salas de exame. Essa é uma estrutura básica para começar.

Caso o imóvel seja grande, pode-se preencher o espaço restante com uma copa, escritório administrativo ou então um depósito de materiais.

O local deve ser escolhido com cuidado, deve permitir fácil acesso a quem chega, caso haja possibilidade, opte por imóveis que permitam um certo crescimento, o que pode evitar que a clínica necessite mudar de endereço.

Um dos cartões de visita da clínica é a decoração, a primeira impressão infelizmente é a que fica.

Cores leves, ambiente perfumado, música ambiente fazem toda a diferença.

2.Categoria de atendimento

A ANS (Agência Nacional de Saúde) divide os estabelecimentos médicos em 54 categorias, as mais comuns são:

Clínica Médica Popular: Em plena ascensão esse tipo de clínica possui uma vantagem: o crescimento rápido de número de pacientes em relação aos consultórios convencionais, isso por serem clinicas multidisciplinares de baixo custo.

Nesse tipo de clínica, a escolha do local é de suma importância. É necessário atentar-se sobre o perfil da população local, número de pacientes em potencial, nível de renda e costumes.

Consultório incluindo até duas especialidades: Esse tipo de estabelecimento deve ter até dois sócios e profissionais da saúde. Como por exemplo, fisioterapeuta e acupunturista, clinícas de estética com dermatologistas e outras configurações.

Clínica geral que realiza procedimentos médicos simples: Existem procedimentos clínicos que podem ser realizados em clínicas durante o atendimento de forma espontânea, considerando sempre a capacidade técnica dos profissionais, bem como a disponibilidade de materiais e insumos adequados para isso.

3. Exigências legais e sanitárias

Após a definição da localização da clínica bem como o tipo de atuação, é necessário adaptar a clínica para que atenda exigências legais e sanitaristas.

Os requisitos fundamentais para isso são:

Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária: Conjunto de dados de um estabelecimento que desenvolve atividade de interesse à saúde. É necessário haver um responsável técnico.

Licença de Funcionamento: Ato burocrático de órgão de saúde municipal que permite o funcionamento dos estabelecimentos que pratiquem atividades de acordo com a legislação sanitária vigente. O licenciamento deve ser renovado de forma anual.

4. Gestão

Gerenciamento é a parte de suma importância dentro de uma clínica, desde contabilidade a sistemas de softwares de gestação. Um software facilita e organiza processos, além de melhorar a produtividade da equipe.

Ter um escritório de contabilidade eficaz e confiável também é importante para a saúde financeira da empresa. Um planejamento de marketing e divulgação também é algo de grande valia, aumentar a exposição da clínica/consultório é tudo o que todo médico sempre quis.

A batalha pelo consultório próprio não é fácil, muito pelo contrário, mas se for planejada e bem executada as chances de alcançar o tão almejado objetivo são grandes.